É seguro voar com a Malaysia Airlines?

por Thiago Basílio em 23 de julho de 2014

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Não costumo falar sobre o mesmo tema com frequência, mas, frente aos últimos acontecimentos, acho prudente retomar o assunto. Semana passada falei aqui sobre o ranking que listava as 10 melhores companhias aéreas do mundo promovido pela Skytrax. Na tarde do dia que publiquei a lista (quinta-feira), aconteceu um terrível acidente aéreo envolvendo um outro avião da Malasya Airlines (companhia aérea malaia que sofreu há pouco mais de três meses um outro acidente que, até hoje, não se sabe muito sobre o paradeiro dos possíveis destroços da aeronave). 

Em meio a isso tudo, surge uma inevitável dúvida: é seguro voar com a Malasya? É realmente muito complicado responder essa pergunta, levando em consideração os dois recentes traumas que os clientes tiveram. Mas temos que ser cautelosos e levar alguns fatores em consideração. No primeiro acidente, por exemplo, existem várias hipóteses, já que não tem como se confirmar sem as caixas pretas ou um contato com os destroços da aeronave. Dentre as possibilidades levantadas para tentar justificar o desaparecimento, está um possível sequestro realizado pelos próprios pilotos da companhia (pessoas que não levantavam suspeita nenhuma de comportamento psicopata).

Se isso for confirmado algum dia, teremos uma certeza de que não houve problemas com o avião, ou mesmo com a rota em si, nem alguma questão mais técnica de falha humana da empresa que colaborasse com a queda do equipamento. Agora, com relação ao ocorrido da semana passada, já está claro que o acidente foi, na verdade, um abatimento causado pelo lançamento de um míssil “terra-ar” em uma zona de conflitos do leste europeu. Uma região que, até então, era rota frequente de voos internacionais que ligam a Europa e a Ásia. Uma situação que nunca poderia ser imaginada. Outra questão é a de que o artefato lançado leva pouquíssimos segundos (estima-se que menos de 10, possivelmente) para alcançar o alvo, mesmo detectando o míssil em radar, o piloto não teria muito o que fazer.

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Esses argumentos mostram que, pelas informações que temos, em nenhum dos dois casos foi uma falha da empresa em si (não estou aqui excluindo a responsabilidade da companhia com os passageiros, em caso de acidentes). No ranking da Skytrax, a Malasya não aparece, mas, em uma lista divulgada em junho pela Business Insider, a companhia figura no quinto lugar (mesmo com o desaparecimento daquele primeiro voo). Sem falar que em diversas críticas de usuários os elogios ao serviço de bordo estão sempre presentes.

Traumas ficam, mas, antes de fazermos qualquer julgamento é importante considerar todos os lados da moeda para que  tenhamos um diagnóstico mais preciso sobre a excelência. Tá certo? Bem… semana que vem vamos deixar o tema “aviação” de lado e desembarcaremos no Coliseu romano, combinado? Deixo sua passagem reservada aqui. Grande abraço e até a próxima ;)

 

 

 

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